Fiz Canal e o Dente Continua Doendo: O Que Pode Ser?
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A dor persistente após o canal é um sinal de alerta que exige avaliação especializada.
Se você está se perguntando “Fiz canal e o dente continua doendo: o que pode ser?”, saiba que você não está sozinho. A dor persistente após o tratamento endodôntico é uma queixa comum e, na grande maioria das vezes, indica que algo não ocorreu como o esperado durante o procedimento original.
Neste artigo completo, vamos explorar as causas científicas da dor após o canal, os sintomas de um canal mal feito, como diferenciar a dor normal de cicatrização de um problema real e, o mais importante, como o retratamento de canal com tecnologia avançada pode salvar o seu dente e eliminar a dor de uma vez por todas.
É Normal Sentir Dor Após o Tratamento de Canal?
Saiba diferenciar a dor de cicatrização normal da dor que indica falha no tratamento de canal.
Antes de entrarmos nas causas de falha, é fundamental diferenciar a dor normal de cicatrização da dor patológica.
A Dor de Cicatrização (Normal)
Logo após o tratamento de canal, é perfeitamente normal sentir sensibilidade ou um leve desconforto no dente tratado, especialmente ao morder. Isso ocorre porque os tecidos ao redor da raiz do dente (ligamento periodontal e osso) ficam inflamados devido à manipulação durante o procedimento.
Essa dor normal tem características específicas:
Duração: Geralmente dura de 2 a 5 dias, podendo se estender por até duas semanas em casos de infecção prévia severa.
Intensidade: É uma dor leve a moderada, que responde bem a analgésicos e anti-inflamatórios comuns prescritos pelo dentista.
Evolução: A dor diminui progressivamente a cada dia.
A Dor Persistente (Sinal de Alerta)
A dor deixa de ser normal e passa a ser um sinal de alerta quando:
Duração: Persiste por mais de 3 a 4 semanas sem apresentar melhora.
Intensidade: É severa, latejante ou acorda você durante a noite.
Sintomas associados: Vem acompanhada de inchaço na gengiva, presença de uma “bolha” com pus (fístula) ou febre.
Retorno da dor: O dente ficou bem por meses ou anos e, de repente, voltou a doer.
Estudos científicos mostram que a dor persistente após o tratamento de canal afeta uma parcela significativa dos pacientes. Uma revisão sistemática publicada no Journal of Endodontics (Nixdorf et al., 2010) estimou que a frequência de dor persistente de todas as causas após procedimentos endodônticos é de aproximadamente 5,3% .
Se você se enquadra no quadro de dor persistente, é hora de investigar as causas.
O Impacto Psicológico da Dor Persistente
Além do desconforto físico, a dor persistente após um tratamento de canal pode ter um impacto psicológico significativo. A frustração de ter investido tempo e recursos em um procedimento que não resolveu o problema inicial pode gerar ansiedade e desconfiança em relação a tratamentos odontológicos futuros. Muitos pacientes relatam dificuldade para dormir, alterações no humor e até mesmo evitam mastigar do lado afetado, o que pode levar a problemas musculares e articulares secundários. Reconhecer e validar esse impacto é o primeiro passo para buscar uma solução definitiva e restaurar a qualidade de vida.
Fatores de Risco para Dor Persistente
Alguns fatores podem aumentar a probabilidade de um paciente desenvolver dor persistente após o tratamento de canal. Estudos indicam que a presença de dor intensa antes do tratamento, infecções periapicais extensas e a complexidade anatômica do dente (como raízes muito curvas) são fatores de risco significativos. Além disso, condições sistêmicas, como diabetes não controlada, podem comprometer a resposta imunológica e a capacidade de cicatrização do corpo, aumentando o risco de complicações pós-operatórias.
O Papel do Sistema Imunológico
A resposta do sistema imunológico do paciente também desempenha um papel crucial na cicatrização após o tratamento de canal. Em alguns casos, mesmo com uma limpeza e obturação adequadas, o corpo pode ter dificuldade em eliminar completamente a infecção residual, levando a uma inflamação crônica e dor persistente. Pacientes com doenças autoimunes ou que fazem uso de medicamentos imunossupressores podem apresentar um risco maior de complicações e requerem um acompanhamento mais rigoroso.
Canal Mal Feito: Sintomas e Sinais de Falha Endodôntica
Quando um tratamento de canal falha, chamamos isso de “insucesso endodôntico”. Os sintomas de um canal mal feito ou que falhou podem ser sutis no início, mas tendem a se agravar com o tempo. Fique atento aos seguintes sinais:
Dor ao Mastigar ou Tocar no Dente: O sintoma mais comum. O dente parece “alto” ou extremamente sensível à pressão.
Sensibilidade a Temperaturas: Embora o dente não tenha mais o nervo principal (polpa), a inflamação nos tecidos ao redor da raiz pode causar sensibilidade, especialmente ao calor.
Inchaço na Gengiva: A gengiva ao redor do dente tratado pode ficar vermelha, inchada e sensível ao toque.
Presença de Fístula: Uma pequena bolha na gengiva que ocasionalmente drena pus, deixando um gosto ruim na boca.
Mobilidade Dentária: O dente pode começar a apresentar uma leve mobilidade.
Dor Irradiada: A dor pode se espalhar para a mandíbula, ouvido ou cabeça.
É importante notar que, em alguns casos, a falha do canal pode ser assintomática. O paciente não sente dor, mas uma radiografia de rotina revela uma lesão (infecção) no osso ao redor da raiz do dente.
A Importância do Acompanhamento Radiográfico
Devido à possibilidade de falhas assintomáticas, o acompanhamento radiográfico periódico após o tratamento de canal é essencial. Recomenda-se realizar radiografias de controle 6 meses e 1 ano após o procedimento, e anualmente a partir de então. Essas imagens permitem ao endodontista avaliar a cicatrização óssea e detectar precocemente qualquer sinal de recidiva da infecção, mesmo antes que os sintomas clínicos apareçam. A detecção precoce aumenta significativamente as chances de sucesso de um eventual retratamento.
O Papel da Tomografia CBCT no Diagnóstico
Enquanto as radiografias convencionais fornecem uma imagem bidimensional, a tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT) oferece uma visão tridimensional detalhada do dente e das estruturas adjacentes. A CBCT é uma ferramenta inestimável no diagnóstico de falhas endodônticas, pois permite a visualização de canais não tratados, fraturas radiculares, perfurações e a extensão exata das lesões periapicais. Em muitos casos, a causa da dor persistente só é descoberta após a realização de uma tomografia CBCT.
A Importância da Avaliação Clínica Detalhada
Além dos exames de imagem, uma avaliação clínica detalhada é fundamental para o diagnóstico correto. O endodontista realizará testes de vitalidade pulpar, percussão, palpação e sondagem periodontal para avaliar a resposta do dente e dos tecidos adjacentes. A combinação dos achados clínicos com as imagens radiográficas e tomográficas permite um diagnóstico preciso e a elaboração de um plano de tratamento adequado.
As 8 Principais Causas da Dor Persistente Após o Canal
Conheça as 8 causas mais comuns de falha endodôntica e dor persistente após o canal.
A ciência endodôntica avançou muito nas últimas décadas, permitindo-nos entender exatamente por que os tratamentos de canal falham. A causa raiz, na esmagadora maioria dos casos, é a persistência de bactérias dentro do sistema de canais radiculares.
Mas como essas bactérias sobrevivem ou retornam ao dente após o tratamento? Aqui estão as 5 principais causas:
1. Canais Não Tratados (Missed Canals)
A anatomia interna dos dentes é incrivelmente complexa. Um dente não é apenas um tubo oco; ele possui ramificações, canais acessórios e istmos.
A causa número um de falha endodôntica é a incapacidade do dentista de localizar e limpar todos os canais do dente. Isso é especialmente comum em molares superiores, que frequentemente possuem um quarto canal muito estreito e escondido, conhecido como canal mésio-vestibular 2 (MB2).
Um estudo recente e abrangente publicado no Journal of Clinical Medicine (León-López et al., 2025) investigou a associação entre canais não tratados (detectados por tomografia CBCT) e a periodontite apical pós-tratamento (infecção). Os resultados foram alarmantes: dentes com canais não tratados têm 7 vezes mais chances de apresentar infecção persistente em comparação com dentes onde todos os canais foram encontrados e tratados .
Se um canal não é limpo e selado, as bactérias ali presentes continuam a se multiplicar e a liberar toxinas no osso, causando dor e infecção contínuas.
2. Limpeza e Desinfecção Incompletas
Mesmo quando todos os canais principais são encontrados, a limpeza pode ser insuficiente. O uso de técnicas manuais antigas ou a falta de irrigação adequada com soluções desinfetantes pode deixar restos de tecido pulpar infectado e bactérias aderidas às paredes do canal na forma de biofilme.
O biofilme bacteriano é uma comunidade de microrganismos altamente resistente. Se não for completamente desestruturado e removido durante o tratamento, a infecção persistirá.
3. Obturação Inadequada (Canal Curto ou Mal Selado)
Após a limpeza, o canal deve ser preenchido (obturado) com um material biocompatível (guta-percha) para selar o espaço e impedir a proliferação de bactérias.
Se a obturação for “curta” (não chegar até o final da raiz) ou não for densa o suficiente, espaços vazios são deixados para trás. Esses espaços servem como um refúgio perfeito para as bactérias se multiplicarem e causarem uma nova infecção.
4. Infiltração Coronária (Restauração Defeituosa)
O sucesso do tratamento de canal não depende apenas do que é feito dentro da raiz, mas também de como o dente é selado na parte de cima (coroa).
Se a restauração final (bloco ou coroa) demorar muito para ser feita, quebrar, ou apresentar infiltrações, as bactérias presentes na saliva podem penetrar no dente e recontaminar os canais que já haviam sido tratados. Isso é conhecido como infiltração coronária e é uma causa frequente de falha tardia (meses ou anos após o tratamento inicial).
5. Trincas ou Fraturas Radiculares
Em alguns casos, a dor persistente não é causada por bactérias, mas por uma trinca ou fratura na raiz do dente. Dentes que passaram por tratamento de canal tendem a ser mais frágeis. Se o dente não for protegido adequadamente com uma coroa, a força da mastigação pode causar uma fratura vertical na raiz.
Infelizmente, fraturas verticais de raiz geralmente não têm conserto e resultam na necessidade de extração do dente e substituição por um implante dentário.
6. Reações a Materiais Obturadores
Embora menos comum, alguns pacientes podem apresentar reações inflamatórias ou alérgicas aos materiais utilizados para obturar o canal radicular, como o cimento endodôntico ou a própria guta-percha. Se o material for extruído (passar além do ápice da raiz) para os tecidos periapicais, pode causar uma resposta de corpo estranho, resultando em dor persistente e inflamação crônica. O diagnóstico dessa condição geralmente requer exames de imagem detalhados e, em alguns casos, a remoção cirúrgica do material extruído.
7. Perfurações Radiculares
Durante o preparo do canal, especialmente em raízes curvas ou calcificadas, pode ocorrer uma perfuração acidental da parede da raiz. Se essa perfuração não for identificada e selada adequadamente com materiais biocompatíveis (como o MTA), ela se torna uma via de comunicação entre o interior do dente e os tecidos periodontais, permitindo a entrada de bactérias e causando inflamação e dor persistente. O uso do microscópio operatório reduz significativamente o risco de perfurações e facilita o seu reparo quando ocorrem.
8. Anatomia Complexa e Variações
A anatomia interna dos dentes pode apresentar variações significativas, como canais em forma de C, istmos estreitos e deltas apicais. Essas estruturas complexas dificultam a limpeza e a desinfecção completas, aumentando o risco de falha do tratamento. O uso de tecnologias avançadas, como o ultrassom e a irrigação ativada, é essencial para alcançar essas áreas de difícil acesso e garantir a eliminação das bactérias.
Diagnóstico Diferencial: Quando a Dor Não Vem do Dente
Em até metade dos casos de dor persistente pós-canal, a origem pode não ser o dente tratado.
É crucial mencionar que, em alguns casos, a dor que você sente no dente tratado pode não ter origem no dente em si. Isso é chamado de dor não-odontogênica.
As duas causas mais comuns de dor não-odontogênica que mimetizam a dor de dente são:
1. Disfunção Temporomandibular (DTM)
Problemas na articulação da mandíbula ou tensão nos músculos da mastigação (frequentemente causados por bruxismo ou apertamento) podem irradiar dor para os dentes, fazendo parecer que o canal falhou.
2. Sinusite Maxilar
As raízes dos molares e pré-molares superiores ficam muito próximas ao seio maxilar. Uma inflamação ou infecção no seio maxilar (sinusite) pode causar dor e pressão nesses dentes.
Um endodontista experiente saberá realizar os testes necessários para diferenciar a dor de origem dentária da dor não-odontogênica, evitando retratamentos desnecessários.
3. Dor Neuropática
A dor neuropática é uma condição complexa em que o próprio sistema nervoso envia sinais de dor, mesmo na ausência de uma lesão ou inflamação ativa no dente. Isso pode ocorrer após um trauma no nervo durante o tratamento de canal original ou como resultado de uma condição pré-existente, como a neuralgia do trigêmeo. A dor neuropática é frequentemente descrita como queimação, choque elétrico ou formigamento, e pode ser desencadeada por estímulos leves, como o toque ou a mastigação. O tratamento dessa condição geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo medicamentos específicos para dor neuropática e terapias complementares.
4. Dor Referida de Outros Dentes
A dor referida é um fenômeno no qual a dor originada em um local é sentida em outro. Um problema em um dente adjacente ou até mesmo no arco oposto (por exemplo, um dente inferior causando dor que parece vir de um dente superior) pode mimetizar a dor de um canal falho. O endodontista realizará testes de vitalidade e percussão em todos os dentes da região para identificar a verdadeira fonte da dor.
5. Cefaleias e Enxaquecas
Algumas dores de cabeça, como a enxaqueca e a cefaleia em salvas, podem apresentar sintomas que se assemelham à dor de dente. A dor pode irradiar para a face e a mandíbula, confundindo o diagnóstico. É importante considerar o histórico médico do paciente e a presença de outros sintomas característicos dessas condições para evitar tratamentos odontológicos desnecessários.
A Solução: Retratamento de Canal com Tecnologia Avançada
Com microscópio, CBCT e laser, o retratamento de canal tem taxa de sucesso de 71% a 87% (Olivieri et al., 2024).
Se o diagnóstico confirmar que o tratamento de canal original falhou devido a infecção persistente, canais não tratados ou obturação inadequada, a solução padrão-ouro é o retratamento endodôntico.
O retratamento de canal é um procedimento no qual o endodontista remove o material de obturação antigo, limpa e desinfeta novamente todo o sistema de canais (buscando canais que foram perdidos na primeira vez) e sela o dente novamente.
Por Que o Retratamento Funciona?
O retratamento oferece uma segunda chance para o seu dente. Com as tecnologias modernas disponíveis hoje, as taxas de sucesso do retratamento são excelentes.
Uma meta-análise recente (Olivieri et al., 2024) avaliou o resultado de retratamentos de canal não-cirúrgicos e encontrou uma taxa de sucesso de 71% a 87% em um acompanhamento de 1 a 3 anos, dependendo dos critérios de avaliação utilizados .
O Papel Fundamental da Tecnologia no Retratamento
Para que o retratamento seja bem-sucedido, especialmente em casos onde o primeiro tratamento falhou, o uso de tecnologia avançada não é um luxo, é uma necessidade absoluta.
Na Flori Odontologia, utilizamos um arsenal tecnológico para garantir a máxima previsibilidade e sucesso nos retratamentos:
1. Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (CBCT)
A radiografia convencional (2D) muitas vezes não mostra a complexidade da anatomia do dente ou a extensão da infecção. A tomografia CBCT fornece imagens em 3D de alta resolução, permitindo ao endodontista:
Identificar com precisão canais não tratados (a principal causa de falha).
Avaliar o tamanho e a localização exata da lesão óssea.
Detectar possíveis perfurações ou instrumentos fraturados do tratamento anterior.
Descartar a presença de fraturas radiculares antes de iniciar o procedimento.
2. Microscópio Operatório Odontológico
O tratamento de canal com microscópio é o divisor de águas na endodontia moderna. Com ampliação de até 25 vezes e iluminação coaxial potente, o endodontista deixa de trabalhar “às cegas” e passa a enxergar cada detalhe do interior do dente.
O microscópio é indispensável para localizar canais extras (como o MB2), remover materiais de obturação antigos e limpar áreas de difícil acesso.
3. Desinfecção a Laser e Ultrassom
Para combater o biofilme bacteriano resistente que causou a falha do primeiro tratamento, utilizamos a ativação ultrassônica das soluções irrigantes e a desinfecção a laser. Essas tecnologias garantem que a solução desinfetante penetre profundamente nos túbulos dentinários e canais acessórios, eliminando as bactérias que as limas convencionais não conseguem alcançar.
Retratamento vs. Extração e Implante
Muitos pacientes, frustrados com a dor persistente, consideram extrair o dente e colocar um implante. Embora os implantes sejam excelentes opções para substituir dentes perdidos, a preservação do dente natural deve ser sempre a primeira escolha quando viável.
O retratamento de canal é, na grande maioria dos casos, menos invasivo, mais rápido e mais econômico do que a extração seguida de implante. Além disso, manter a raiz natural do dente preserva o osso alveolar e a propriocepção (a sensibilidade natural ao mastigar).
A decisão entre retratar ou extrair deve ser tomada em conjunto com um especialista, após uma avaliação clínica e tomográfica criteriosa.
O Papel da Prevenção
A melhor maneira de evitar a dor persistente após o tratamento de canal é a prevenção. Isso começa com a escolha de um profissional qualificado e experiente, preferencialmente um endodontista, que utilize tecnologias avançadas como o microscópio operatório e a tomografia CBCT. Além disso, a manutenção de uma boa higiene oral, visitas regulares ao dentista e a realização de restaurações definitivas de qualidade no tempo adequado são fundamentais para garantir o sucesso a longo prazo do tratamento endodôntico.
O Que Esperar Durante o Retratamento
O retratamento de canal é geralmente realizado em uma ou duas sessões, dependendo da complexidade do caso e da presença de infecção ativa. O procedimento é feito sob anestesia local, garantindo o conforto do paciente. Após a remoção do material antigo e a desinfecção completa, o dente pode receber uma medicação intracanal temporária para combater as bactérias remanescentes antes da obturação final. É comum sentir um leve desconforto nos primeiros dias após o retratamento, que pode ser controlado com analgésicos prescritos pelo endodontista.
Cuidados Pós-Operatórios
Após o retratamento, é fundamental seguir as orientações do endodontista para garantir uma cicatrização adequada. Isso inclui evitar mastigar alimentos duros do lado tratado, manter uma boa higiene oral e tomar os medicamentos prescritos conforme a recomendação. O acompanhamento radiográfico periódico também é essencial para monitorar a evolução do caso e confirmar o sucesso do tratamento a longo prazo.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quanto tempo é normal sentir dor após um tratamento de canal?
É normal sentir um leve desconforto ou sensibilidade, especialmente ao mastigar, por 2 a 5 dias após o procedimento. Em alguns casos, pode durar até duas semanas. Se a dor for intensa, latejante ou persistir por mais de 3 a 4 semanas, é um sinal de alerta e você deve procurar um endodontista.
2. O dente com canal tratado pode voltar a doer anos depois?
Sim. Um dente que ficou assintomático por anos pode voltar a doer se houver uma nova infecção. Isso geralmente ocorre devido a uma infiltração coronária (quando a restauração ou coroa quebra ou apresenta falhas, permitindo a entrada de bactérias) ou se uma infecção crônica e silenciosa (assintomática) finalmente se agravar.
3. O retratamento de canal dói mais que o primeiro tratamento?
Não necessariamente. O retratamento é realizado sob anestesia local, assim como o primeiro tratamento, garantindo que o procedimento seja indolor. O desconforto pós-operatório costuma ser semelhante ao do tratamento inicial e pode ser controlado com analgésicos comuns.
4. É possível fazer um retratamento se o dente já tem uma coroa ou pino?
Sim, na maioria dos casos é possível. O endodontista pode acessar os canais através da coroa existente ou, se necessário, remover a coroa e o pino para realizar o retratamento. O uso do microscópio operatório e do ultrassom facilita muito a remoção segura de pinos intrarradiculares.
5. Qual a taxa de sucesso do retratamento de canal?
As taxas de sucesso do retratamento endodôntico são altas, variando de 71% a 87%, dependendo da complexidade do caso e dos critérios de avaliação. O uso de tecnologias avançadas, como a tomografia CBCT e o microscópio operatório, aumenta significativamente as chances de sucesso.
6. Se o retratamento falhar, qual é a próxima opção?
Se o retratamento não cirúrgico não for bem-sucedido, a próxima opção pode ser a cirurgia parendodôntica (apicectomia), que envolve a remoção da ponta da raiz infectada e o selamento do canal por baixo. Se a cirurgia não for indicada ou também falhar, a extração do dente e a substituição por um implante dentário será a última alternativa.
7. O plano de saúde odontológico cobre o retratamento de canal?
A cobertura varia de acordo com o plano e a operadora. Muitos planos cobrem o retratamento endodôntico, mas é importante verificar as condições específicas do seu contrato, incluindo possíveis carências e coparticipações.
Conclusão
Sentir dor persistente após um tratamento de canal não é normal e não deve ser ignorado. A dor é um sinal claro de que o corpo está lutando contra uma infecção ou inflamação contínua, frequentemente causada por bactérias que sobreviveram ao tratamento inicial devido a canais não tratados ou desinfecção incompleta.
A boa notícia é que a falha de um tratamento de canal não significa o fim da linha para o seu dente. Com o diagnóstico correto e o uso de tecnologias avançadas como a tomografia 3D e o microscópio operatório, o retratamento endodôntico oferece uma taxa de sucesso elevada, permitindo que você elimine a dor e preserve seu sorriso natural por muitos anos.
Se você está sofrendo com dor em um dente que já tem canal, não espere a infecção se agravar. Procure um endodontista qualificado para uma avaliação detalhada.
Cirurgião Dentista formado pela UNICAMP, especializando em Endodontia pela São Leopoldo Mandic. Habilitado em Laserterapia, Ozonioterapia e Sedação Consciente com Óxido Nitroso.
Endodontia Especializada com Desinfecção a Laser
Expertise sólida, construída sobre uma base acadêmica de alto nível.
Dr. Lucas Machado
O Dr. Lucas Machado possui formação pela UNICAMP e especialização em Endodontia na São Leopoldo Mandic.
Opiniões dos nossos pacientes
Publicado em
Jony Marques
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Publicado em
Daniel Nascimento
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Excelente ambiente, dr Valeria estomatologista muito boa profissional abordou minha situação de forma leve e muito segura dos procedimentos a serem realizados explicando cada passo do processo com muita clareza, o que me deu a certeza de que tudo daria certo.
Publicado em
Elaine Casemiro
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Ótimo local! Ambiente aconchegante e acolhedor, com profissionais altamente qualificados e humanizados. Além disso, a limpeza é impecável — transmitindo cuidado e excelência em cada detalhe.
Publicado em
Gabriel Teixeira
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Publicado em
Regiana Martina
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A dra Juliana e o dr André são excelentes profissionais e também muito humanos no trato com os clientes.
A minha mãe, com 94 anos, está sendo tratada pela dra Juliana, que conseguiu melhorar em muito a saúde bucal dela, o que outros dentistas , no passado, não conseguiram. Já o dr André me proporcionou uma melhora significativa, ao longo do meu tratamento, tanto na parte estrutural quanto na parte estética dos meus dentes.
A clínica também possui uma estrutura excelente e o custo é facilitado.
Só posso agradecer muito à dra Juliana e ao dr André por tudo que fizeram por mim e pela minha mãe!
Publicado em
Lucas Sousa
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Clínica super preparada e profissionais simpáticos!
Publicado em
Aline Cristina Dias Da Publicação
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