Prótese Dentária de Zircônia ou Porcelana: Qual o Melhor Material?

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Mulher sorrindo com dentes perfeitos, mostrando a comparação entre uma coroa de zircônia translúcida e uma de porcelana com base metálica.
A decisão entre zircônia e porcelana impacta diretamente a naturalidade e a longevidade do seu sorriso.
Quando a necessidade de uma prótese dentária se torna realidade, uma das decisões mais cruciais que você e seu dentista enfrentarão é a escolha do material. Por décadas, a porcelana fundida ao metal (PFM) foi considerada o padrão-ouro, uma solução confiável e duradoura. No entanto, a odontologia moderna, impulsionada por avanços tecnológicos e uma crescente demanda por estética, trouxe um concorrente de peso: a prótese de zircônia.
Hoje, a pergunta “Zircônia ou Porcelana?” ecoa nos consultórios odontológicos de São Paulo e do mundo. A resposta não é simples e envolve uma análise cuidadosa de fatores como estética, durabilidade, biocompatibilidade, e claro, o custo. A escolha errada pode não apenas comprometer a aparência do seu sorriso, mas também levar a problemas futuros e gastos inesperados.
Neste guia completo, vamos mergulhar fundo no universo desses dois materiais. Com base em dezenas de estudos científicos recentes e na nossa experiência clínica na Flori Odontologia, vamos desmistificar as vantagens e desvantagens de cada um. Nosso objetivo é fornecer a você, paciente, informações claras, transparentes e embasadas em ciência para que, junto ao seu especialista em prótese dentária, possa tomar a melhor decisão para a sua saúde bucal e sua autoconfiança.
Analisaremos tudo: desde a resistência à fratura e a naturalidade do sorriso até a reação do seu corpo a cada material e a longevidade esperada do seu investimento. Prepare-se para descobrir por que a prótese de zircônia tem sido chamada de “o novo titânio” da odontologia reabilitadora e em quais situações a porcelana ainda se mostra uma excelente opção.

O Dilema Moderno: Entendendo os Materiais

Antes de compararmos diretamente, é fundamental entender o que são, em essência, a zircônia e a porcelana utilizada em próteses.

O que é a Porcelana (Metalocerâmica ou PFM)?

Macro de uma coroa metalocerâmica (PFM) em um modelo de gesso, mostrando claramente a linha escura do metal na junção com a gengiva.
Com o tempo, a retração gengival pode expor a base metálica das coroas PFM, criando uma inestética “tatuagem” na gengiva.
A prótese metalocerâmica, ou PFM (do inglês, Porcelain-Fused-to-Metal), é uma solução híbrida que combina a resistência de uma estrutura interna de metal com a estética de uma cobertura de porcelana. Pense nela como uma armadura robusta (o metal) vestida com uma roupa elegante e da cor do dente (a porcelana).
Definição Técnica: A PFM consiste em um coping (uma fina camada ou subestrutura) de liga metálica, fabricado para se adaptar perfeitamente ao dente preparado ou ao implante. Sobre este coping, camadas de porcelana feldspática são aplicadas e queimadas em altas temperaturas para se fundirem quimicamente ao metal, recriando a forma e a cor de um dente natural.
Por mais de 40 anos, essa combinação foi a escolha predominante para coroas e pontes fixas, oferecendo um equilíbrio comprovado entre força e beleza. No entanto, como veremos, essa união de dois materiais distintos também é a fonte de suas principais limitações.

O que é a Zircônia?

Close-up extremo de uma coroa de zircônia sobre um modelo, destacando sua translucidez e a forma como a luz passa através dela.
A zircônia de última geração possui propriedades ópticas que mimetizam o esmalte dental, resultando em uma estética insuperável.
A zircônia, ou dióxido de zircônio (ZrO2), é um material cerâmico de alta performance que pertence à mesma família do titânio. Muitas vezes chamada de “aço cerâmico” por sua incrível resistência, a zircônia utilizada na odontologia é geralmente estabilizada com ítria (Y-TZP), o que a torna extremamente resistente à fratura.
Ao contrário da PFM, as próteses de zircônia são, em sua maioria, monolíticas, ou seja, feitas de um único bloco sólido de zircônia, sem a necessidade de uma subestrutura metálica. Isso elimina a interface entre metal e cerâmica, um dos pontos fracos das próteses PFM.
Evolução da Zircônia: Inicialmente, a zircônia era usada apenas como uma subestrutura branca para substituir o metal, com porcelana aplicada por cima (similar à PFM). Hoje, com o desenvolvimento de zircônias mais translúcidas e estéticas, as coroas monolíticas (feitas 100% de zircônia) tornaram-se a opção mais popular, combinando resistência máxima e uma estética excelente em uma única peça.
O uso da zircônia na odontologia representa uma mudança de paradigma, movendo-se de soluções híbridas para materiais puros, biocompatíveis e com propriedades mecânicas e estéticas excepcionais. Um estudo recente aponta para um aumento de 12% no uso de implantes de zircônia, refletindo uma forte tendência de mercado em direção a este material.

Comparativo Detalhado: Prótese de Zircônia vs. Porcelana (PFM)

Agora que entendemos os fundamentos, vamos colocar os dois materiais frente a frente em uma análise baseada em evidências científicas e na prática clínica.

1. Estética: A Busca pelo Sorriso Perfeito

A aparência de uma prótese é, para muitos pacientes, o fator mais importante. Um dente artificial precisa parecer… natural. E neste quesito, a zircônia leva uma vantagem considerável.

Zircônia (★★★★★)

  • Translucidez Natural: As gerações mais modernas de zircônia (como a 5Y-TZP, ou zircônia cúbica) possuem uma translucidez muito semelhante à do esmalte dental, permitindo que a luz passe através da coroa de forma natural. Isso resulta em uma aparência vibrante e viva, difícil de distinguir de um dente natural.
  • Ausência de Metal: Por ser 100% livre de metal, a zircônia elimina completamente o risco daquela linha cinza escura que pode aparecer na margem da gengiva com o tempo em coroas PFM, especialmente se houver uma pequena retração gengival.
  • Coloração Interna: A zircônia pode ser colorida em toda a sua estrutura durante a fabricação, criando uma cor de base sólida que, mesmo com o desgaste ao longo de muitos anos, não revelará um fundo de cor diferente.
  • Resultados Científicos: Estudos que avaliam a satisfação do paciente consistentemente mostram pontuações mais altas para a estética da zircônia. Um estudo de 2025 publicado pelo NIH reportou escores estéticos médios de 7.5 para a gengiva (Pink Esthetic Score) e 8 para o dente (White Esthetic Score) em uma escala de 10, considerados resultados muito bons.

Porcelana – PFM (★★★☆☆)

  • Estética Satisfatória, mas Limitada: A camada de porcelana externa de uma coroa PFM pode ser muito bonita. No entanto, para mascarar o cinza do metal subjacente, uma camada de porcelana opaca precisa ser aplicada. Essa opacidade impede a passagem natural da luz, podendo resultar em uma aparência menos vital, mais “chapada” e artificial em comparação com a zircônia ou um dente natural.
  • O Problema da Margem Gengival: A principal desvantagem estética da PFM é a infame “linha escura”. Com o passar dos anos, é comum que a gengiva se retraia minimamente, expondo a pequena gola de metal na base da coroa. Isso cria uma linha escura e inestética que denuncia a presença de uma prótese.
  • Risco de Lascamento: A porcelana é um material vítreo e pode lascar, expondo o metal opaco por baixo. Embora seja reparável, é um inconveniente que afeta a estética.

Veredito Estético: Para quem busca a perfeição estética, especialmente nos dentes da frente (a “zona estética”), a zircônia é a escolha superior e indiscutível. Ela oferece uma naturalidade que a PFM simplesmente não consegue replicar devido à sua estrutura metálica.

2. Resistência e Durabilidade: Qual Material Suporta o Tranco?

Uma prótese precisa resistir às incríveis forças da mastigação, dia após dia. Aqui, a reputação da zircônia como “aço cerâmico” realmente se destaca.

Zircônia (★★★★★)

  • Resistência à Fratura Excepcional: A zircônia possui uma resistência à flexão que pode variar de 800 a mais de 1200 MPa. Isso é significativamente mais forte que a porcelana e até mesmo comparável a algumas ligas metálicas. [4] Ela é praticamente inquebrável sob as forças normais de mastigação, tornando-a ideal para pacientes com bruxismo (ranger de dentes) ou para pontes extensas.
  • Longevidade Comprovada: Estudos de longo prazo estão confirmando a durabilidade da zircônia. Uma pesquisa de 2024 publicada na prestigiada revista Nature avaliou próteses de zircônia após um período de 15 anos, reportando resultados clínicos promissores e sustentando sua viabilidade a longo prazo.
  • Taxa de Sobrevivência: As taxas de sobrevivência para coroas de zircônia são impressionantes. Uma meta-análise de 2018 citada mais de 200 vezes encontrou altas taxas de sucesso [6], enquanto um estudo mais recente de 2024 da PubMed mostrou uma taxa de sobrevivência de 91,5% para coroas de zircônia monolítica, idêntica à das coroas PFM, mas sem as complicações estéticas e biológicas do metal.

Porcelana – PFM (★★★★☆)

  • Forte, mas com um Ponto Fraco: A estrutura metálica da PFM é extremamente forte e resistente. O problema reside na interface entre o metal e a porcelana. A porcelana é um material mais frágil, com uma resistência à flexão muito menor (cerca de 80-100 MPa). O ponto mais comum de falha em uma coroa PFM não é a fratura do metal, mas sim o lascamento (chipping) da porcelana que o recobre.
  • Risco de Lascamento (Chipping): A taxa de lascamento da porcelana em coroas PFM é uma preocupação documentada. Isso ocorre por fadiga do material ou por diferenças no coeficiente de expansão térmica entre o metal e a porcelana. Embora pequenos lascamentos possam ser polidos, fraturas maiores podem exigir a substituição de toda a coroa.
  • Durabilidade Comprovada: Apesar do risco de lascamento, as coroas PFM têm um histórico de décadas de sucesso clínico. Sua durabilidade é bem estabelecida, com uma longevidade esperada de 10 a 15 anos e taxas de sobrevivência de 91,5%, como mencionado no estudo da PubMed.

Veredito de Resistência: A zircônia monolítica é o material mais resistente disponível na odontologia restauradora hoje. Para dentes posteriores, que suportam a maior parte da força de mastigação, ou para pacientes com hábitos parafuncionais como o bruxismo, a zircônia oferece uma segurança e durabilidade superiores, com risco de fratura quase nulo.

Tabela Comparativa de Propriedades Mecânicas

Propriedade
Zircônia (Y-TZP)
Porcelana Feldspática
Liga Metálica (Base PFM)
Resistência à Flexão (MPa)
800 – 1200+
80 – 100
> 500
Tenacidade à Fratura (MPa·m¹/²)
5 – 10
0.9 – 1.2
N/A
Dureza (Vickers)
~1250
~460
Variavel
Risco de Fratura/Lascamento
Muito Baixo
Moderado a Alto
Baixo (metal), Alto (porcelana)
Fonte: Compilação de dados de múltiplos estudos científicos indicados nas referências deste artigo
Esta tabela ilustra claramente a superioridade mecânica da zircônia em comparação com a porcelana que a recobre na PFM. A tenacidade à fratura, em particular, mostra a capacidade da zircônia de resistir à propagação de trincas, o que a torna muito mais durável.

3. Biocompatibilidade: Como Seu Corpo Reage?

Biocompatibilidade refere-se à capacidade de um material coexistir com os tecidos vivos sem causar uma resposta imunológica ou tóxica. Neste campo, a natureza inerte da cerâmica dá à zircônia uma vantagem fundamental sobre qualquer material que contenha metal.

Zircônia (★★★★★)

  • Totalmente Inerte e Hipoalergênica: A zircônia é um material bio-inerte, o que significa que não provoca reações do corpo. É a mesma classe de material usada em próteses de quadril e outras aplicações médicas. Para pacientes com histórico de alergias a metais (como níquel, cobalto, cromo, comuns em ligas não-preciosas de PFM), a zircônia é a opção mais segura.
  • Saúde Gengival Superior: Estudos demonstram que a zircônia promove uma melhor saúde gengival. Sua superfície extremamente polida e de baixa energia superficial acumula significativamente menos placa bacteriana em comparação com o titânio e a porcelana. [1] Menos placa significa menos inflamação gengival (gengivite) e menor risco de doenças peri-implantares.
  • Sem Corrosão ou Oxidação: Por ser uma cerâmica, a zircônia não sofre corrosão no ambiente úmido da boca. Não há liberação de íons metálicos que possam manchar a gengiva ou causar reações inflamatórias.

Porcelana – PFM (★★★☆☆)

  • Risco de Alergia a Metais: A principal preocupação biológica com as coroas PFM é a liga metálica. Embora ligas de metais nobres (como ouro e platina) sejam muito biocompatíveis, elas são extremamente caras. Ligas de metais base (não-preciosas) são mais comuns e podem conter níquel, um alérgeno conhecido que afeta uma parcela da população, causando vermelhidão, inchaço e coceira na gengiva.
  • Acúmulo de Placa: A margem da coroa PFM, onde o metal, a porcelana e o cimento se encontram, pode ser uma área de maior acúmulo de placa bacteriana se não for perfeitamente adaptada, o que pode levar à inflamação gengival crônica.
  • Tatuagem Metálica: Com o tempo, íons metálicos da subestrutura da PFM podem se lixiviar e impregnar o tecido gengival, causando uma “tatuagem” escura e permanente na gengiva, um problema estético e biológico.

Veredito de Biocompatibilidade: A zircônia é, sem dúvida, o material mais biocompatível. Sua natureza inerte e sua capacidade de reduzir o acúmulo de placa a tornam a escolha ideal para a saúde a longo prazo dos tecidos gengivais e para pacientes com sensibilidade a metais. É a opção mais harmoniosa com o seu corpo.

4. Custo-Benefício: O Investimento no Seu Sorriso

Finalmente, chegamos a um dos fatores decisivos para a maioria dos pacientes: o preço da prótese dentária. É importante analisar não apenas o custo inicial, mas o valor a longo prazo do seu investimento.

Zircônia ($$$ Alto)

  • Custo Inicial Mais Elevado: A prótese de zircônia geralmente têm um custo inicial mais alto. Isso se deve a vários fatores:
  1. Tecnologia: A fabricação requer tecnologia CAD/CAM (desenho e fabricação assistidos por computador) de alta precisão e fornos de sinterização caros.
  2. Material: O custo do bloco de zircônia de alta qualidade é superior ao das ligas metálicas base.
  3. Expertise: Requer um laboratório de prótese com técnicos altamente qualificados e equipamentos de ponta.
  • Valor a Longo Prazo: O investimento inicial mais alto pode ser compensado a longo prazo. Devido à sua extrema durabilidade e menor risco de complicações (fratura, problemas gengivais, necessidade de substituição por questões estéticas), uma coroa de zircônia pode, no final das contas, ser mais econômica ao longo de 15, 20 ou mais anos.

Porcelana – PFM ($$ Moderado)

  • Custo Inicial Mais Acessível: As coroas PFM são geralmente mais baratas, especialmente se forem usadas ligas de metais não-preciosos. A tecnologia de fabricação é tradicional, bem estabelecida e amplamente disponível, o que reduz os custos de laboratório.
  • Custos Ocultos Potenciais: O custo inicial mais baixo pode ser enganoso. Se ocorrer lascamento da porcelana, pode haver custos de reparo ou substituição. Se uma alergia ao metal se desenvolver, a coroa precisará ser trocada. Se a margem metálica se tornar visível e esteticamente inaceitável para o paciente, uma nova coroa será necessária. Esses custos futuros podem, eventualmente, superar a economia inicial.
Veredito de Custo-Benefício: A PFM oferece um custo inicial menor, tornando-a uma opção viável para quem tem um orçamento mais restrito. No entanto, a zircônia, apesar do investimento inicial maior, representa um melhor valor a longo prazo. Sua longevidade superior, biocompatibilidade e estabilidade estética a tornam um investimento mais seguro e previsível para a saúde e aparência do seu sorriso.

Tabela Comparativa Final: Prótese de Zircônia vs. Porcelana (PFM)

Para facilitar sua decisão, compilamos todas as informações em uma tabela de comparação direta:
Característica
Zircônia
PFM (Porcelana sobre Metal)
Estética
★★★★★ (Excelente, natural, sem margem escura)
★★★☆☆ (Satisfatória, risco de margem escura)
Resistência
★★★★★ (Muito Alta, ideal para bruxismo)
★★★★☆ (Alta, mas com risco de lascar a porcelana)
Biocompatibilidade
★★★★★ (Superior, inerte, sem alergias)
★★★☆☆ (Aceitável, risco de alergia a metais)
Durabilidade (Anos)
15 – 20+
10 – 15
Saúde Gengival
★★★★★ (Menor acúmulo de placa)
★★★☆☆ (Acúmulo de placa na margem)
Custo Inicial
$$$ (Alto)
$$ (Moderado)
Custo a Longo Prazo
Excelente (Menos complicações)
Bom (Risco de custos de substituição)
Ideal para Dentes da Frente
Sim, com certeza
Aceitável, mas não ideal
Ideal para Dentes de Trás
Sim, excelente
Sim, excelente

Casos Clínicos: Aplicações Reais de Prótese de Zircônia e Porcelana

Para tornar essa comparação ainda mais prática e aplicável à sua realidade, vamos analisar situações clínicas específicas e entender qual material é mais indicado em cada cenário.

Caso 1: Reabilitação de Dentes Anteriores (Zona Estética)

Situação: Paciente de 35 anos, profissional de marketing, necessita substituir os dois incisivos centrais superiores devido a uma fratura por trauma. Ela sorri muito em reuniões e apresentações e está extremamente preocupada com a aparência natural dos dentes.
Material Recomendado: Zircônia
Neste caso, a estética é absolutamente prioritária. A zircônia translúcida de última geração é a escolha indiscutível. Sua capacidade de mimetizar as propriedades ópticas do esmalte dental, combinada com a ausência total de metal, garante que os novos incisivos sejam indistinguíveis dos dentes naturais adjacentes. A paciente poderá sorrir com total confiança, sem o risco de uma linha escura aparecer na gengiva no futuro. Além disso, a biocompatibilidade superior da zircônia promove uma melhor saúde gengival a longo prazo, mantendo a estética impecável por décadas.

Caso 2: Ponte Fixa Extensa em Região Posterior

Situação: Paciente de 60 anos, aposentado, perdeu três molares inferiores consecutivos e necessita de uma ponte fixa de três elementos. Ele tem um orçamento limitado e sua principal preocupação é a funcionalidade e a durabilidade da prótese para mastigar sem dor.
Material Recomendado: Porcelana (PFM) ou Zircônia (dependendo do orçamento)
Em pontes extensas na região posterior, a resistência estrutural é fundamental. Historicamente, a PFM tem sido a escolha padrão para esses casos devido à sua estrutura metálica extremamente forte, capaz de suportar as forças de mastigação intensas sem flexionar. Além disso, o custo da PFM é mais acessível, o que pode ser decisivo para um paciente com orçamento limitado.
No entanto, se o orçamento permitir, a zircônia monolítica é uma opção superior. Ela oferece a mesma resistência (ou até maior) que a PFM, mas sem os riscos de lascamento da porcelana e com uma biocompatibilidade muito melhor. Pontes de zircônia monolítica são extremamente duráveis e eliminam a interface metal-cerâmica, que é o ponto fraco das PFMs.

Caso 3: Paciente com Bruxismo Severo

Situação: Paciente de 42 anos, executivo, sofre de bruxismo severo (ranger de dentes durante o sono). Ele já fraturou duas coroas de porcelana no passado e precisa substituir um pré-molar superior.
Material Recomendado: Zircônia
Para pacientes com bruxismo, a zircônia é a única escolha lógica. Sua resistência à fratura é incomparável. Enquanto a porcelana sobre metal pode lascar sob as forças intensas e repetitivas do ranger de dentes, a zircônia monolítica permanece intacta. É praticamente impossível fraturar uma coroa de zircônia bem adaptada, mesmo sob as condições mais extremas. Além de uma coroa de zircônia, o paciente também deve usar uma placa de bruxismo para proteger toda a dentição.

Caso 4: Prótese sobre Implante em Região Anterior

Situação: Paciente de 50 anos, mulher, perdeu um incisivo lateral superior há anos e optou por um implante dentário. Agora, precisa da coroa definitiva sobre o implante. Ela tem gengiva fina e translúcida.
Material Recomendado: Zircônia
Em próteses sobre implantes, especialmente na região anterior e em pacientes com gengiva fina, a zircônia é essencial. Se fosse usada uma coroa PFM, o cinza do metal poderia transparecer através da gengiva fina, criando uma sombra escura antiestética. A zircônia, por ser branca, não causa esse problema. Além disso, os pilares (abutments) de zircônia também são preferíveis aos pilares metálicos, criando uma solução 100% livre de metal que garante a máxima estética e saúde gengival.

Caso 5: Reabilitação Total com Prótese Protocolo

Situação: Paciente de 65 anos, edêntulo total (sem dentes) no maxilar superior, busca uma solução fixa e definitiva. Ele está considerando a prótese protocolo sobre implantes.
Material Recomendado: Zircônia Monolítica
Para reabilitações totais do tipo protocolo, a zircônia monolítica representa o estado da arte. Uma prótese protocolo de zircônia é fresada em um único bloco, criando uma estrutura incrivelmente forte, leve e estética. Ela elimina completamente o risco de lascamento da porcelana (um problema comum em protocolos PFM antigos) e oferece uma estética superior, com dentes que parecem naturais e uma gengiva artificial perfeitamente integrada. Além disso, a zircônia é mais higiênica, acumulando menos placa bacteriana, o que é crucial para a saúde dos implantes a longo prazo.

Quando Escolher a Prótese de Zircônia? E Quando a Porcelana Ainda é uma Opção?

Com base em toda essa análise, podemos traçar algumas diretrizes claras.
Você deve escolher a ZIRCÔNIA se:
  • A estética é sua prioridade máxima: Especialmente para os dentes anteriores, a zircônia é imbatível.
  • Você tem histórico de alergia ou sensibilidade a metais.
  • Você tem bruxismo ou um histórico de fraturar restaurações.
  • Você busca a solução mais duradoura e de maior longevidade disponível.
  • Você deseja o material mais biocompatível para a saúde da sua gengiva.
  • Você está fazendo uma prótese sobre implante e quer evitar qualquer componente metálico visível.
Você pode considerar a PORCELANA (PFM) se:
  • Seu orçamento é o fator limitante principal.
  • A restauração é em um dente posterior, onde a estética não é tão crítica.
  • Você não tem histórico de alergia a metais.
  • Você está ciente e aceita o risco de uma eventual exposição da margem metálica ou lascamento da porcelana no futuro.
É crucial entender que a decisão final deve ser sempre tomada em conjunto com um dentista especialista em prótese. Os casos clínicos apresentados acima ilustram como a escolha do material deve ser personalizada, levando em conta não apenas as propriedades técnicas, mas também as necessidades, expectativas e condições específicas de cada paciente. Na Flori Odontologia, realizamos uma avaliação completa, incluindo análise do seu sorriso, da sua mordida, da saúde da sua gengiva e, claro, das suas expectativas e orçamento, para recomendar o material que trará o melhor resultado para o seu caso específico.

Conclusão: Um Investimento na Sua Qualidade de Vida

Dra. Kétlin Andrade em consulta de planejamento digital para prótese protocolo na Flori Odontologia
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A escolha entre prótese de zircônia e porcelana vai muito além da simples seleção de um material. É uma decisão sobre a qualidade do seu sorriso, a saúde da sua boca e a confiança que você terá no seu dia a dia por muitos e muitos anos.
As evidências científicas e a experiência clínica moderna apontam claramente para a zircônia como o material superior na maioria dos cenários. Sua combinação de estética de ponta, resistência inigualável e biocompatibilidade excepcional a posiciona como o verdadeiro padrão-ouro da odontologia reabilitadora em 2026.
Embora a porcelana fundida ao metal (PFM) ainda tenha seu lugar como uma opção funcional e de custo mais acessível, suas limitações estéticas e biológicas a tornam uma escolha de segunda linha quando comparada à tecnologia e aos benefícios da zircônia.
Lembre-se: investir em uma prótese de alta qualidade não é um gasto, mas sim um investimento na sua saúde, bem-estar e autoestima. Um sorriso bonito e funcional pode transformar sua vida.
Pronto para dar o próximo passo? Agende uma avaliação na Flori Odontologia. Nossa equipe de especialistas em prótese está pronta para analisar seu caso e criar um plano de tratamento personalizado, utilizando os materiais mais avançados e a tecnologia mais precisa para devolver a você o sorriso que você merece.

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